Imagem

Tema de escrita: Como está presente a mediação digital no meu quotidiano? Qual a função da comunicação síncrona à distância no meu dia a dia? Como é que eu tomo parte nas redes sociais eletrónicas?

 

Reféns relacionais

                A cada dia as mediações digitais ou novas mídias, estão presentes em nosso cotidiano e os dispositivos computacionais estão ganhando uma utilização cada vez mais intensificada em nossas relações profissionais e pessoais. Estas relações começam a sofrer uma grande adaptação ao estilo de vida e meios de comunicação que nossa sociedade vive nesta era midiatizada.

            Tal efeito não seria tão profundo se não estivesse inteiramente ligado a uma rede de telecomunicações, criando uma conexão permanente entre os dispositivos eletrônicos digitais e as pessoas que os utilizam. Um exemplo são as redes sociais, onde a juventude desta geração passa conectada por horas ou dias sem interrupção, criando uma ligação permanente onde a comunicação é instantânea, este efeito por sua vez só é possível graças aos dispositivos móveis, como telefones celulares, portáteis e outros tipos de dispositivos eletrônicos que se ligam a grande teia que é a internet.

            Esta comunicação síncrona a distancia interfere diretamente nas múltiplas redes de relacionamento que temos para além das cotidianas, cria-se uma rede de relação onde a presença física é dispensável, ou seja, não é necessário o corpo presente para estabelecer contato e manter relação entre dois ou mais indivíduos. Mas tais relações podem gerar efeitos negativos, esta separação física e junção virtual das pessoas, cria uma segunda realidade, onde nós podemos projetar-nos de diversas maneiras em inúmeras distinções diferentes através de um avatar que personifica a nossa forma digital, fruto destas relações virtuais e com isto, não sabemos até que ponto nós estabelecemos relações interpessoais reais, além de gerar uma quebra na convivência com as pessoas que nos reodeiam, como em muitos casos onde vemos um grupo de três, quatro ou cinco amigos juntos, mas nenhuma palavra é trocada, apenas se vê o movimento frenético dos dedos digitando mensagens em seus celulares, tablets e portáteis.

            Desde a década de 90 houve uma intensificação da mediação digital no quotidiano, sobretudo com a evolução da mediação móvel. Tal impacto desta comunicação instantânea também traz efeitos positivos, que ajudam a fortalecer ou manter relações interpessoais que por separações geográficas, acabam se desgastando ou perdendo o contato, o que a vinte anos não era possível. Estas relações ganham uma nova ramificação e se adaptam para o novo meio onde estão inseridas, mas, a velocidade com que as relações se intensificam e a informação chega, pode gerar também um desgaste maior em tais relações, diferente da época de nossos avós, onde esperavam dias e até meses para receber a carta do ente querido que esteja distante.

            Entretanto não quero colocar aqui a mediação digital e a sua comunicação síncrona à distância como sendo algo que só nos traz perigos. Acredito que ela nos proporciona uma gama de ferramentas que nos trazem inúmeras vantagens, mas, a responsabilidade de estabelecer reações, criar laços e mantê-los é de inteira responsabilidade do indivíduo, este por sua vez, tem que conseguir usufruir de tais meios para proporcionar uma melhoria no seu quotidiano além de utiliza-los para aumentar o êxito em suas relações sócio-profissionais, seja através do uso de programas de conversação, redes sociais, dispositivos móveis ou até mesmo das grandes mídias.

            Renan Delmontt

Aonde fica o “Lugar da arte”?

No 8° encontro Kaio (como já esperado) deu um show com o seu seminário =D, mas acima de tudo apresentou de forma bem direta e produtiva, o texto O LUGAR DA ARTE.
“Os termos espaço e lugar têm o mesmo significado? Na verdade, cada um deles designa uma relação singular com as circunstãncias e os objetos, segundo o pensamento de Anthony Giddens. Para esse sociólogo britânico, a palavra ‘espaço’ é utilizada genericamente, enquanto ‘lugar’ se refere uma noção específica do espaço: trata-se de um espaço particular, familiar, responsável pela construção de nossas raízes e nossa referências no mundo”

O texto vem nos propor a discução de um espaço territorializado da arte, isto é, um espaço fisico e simbólico.
Exemplos bem conhecidos de espaços institucionalizados da arte e que provam a sua existência, são os museus e as galerias. Neste caso, o museu vem sofrendo várias modificações, de acordo com as mudanças da sociedade e das definições da arte,O Museu de Louvre foi o primeiro museu ocidental, tornando público as coleções de arte que até então eram privadas e pertenciam a pessoas poderosas e ricas. As galerias também passaram por tais modificações, juntamente a arte moderna, vem uma nova distribuição das obras no espaço, com menos acúmulo, e mais respiro entre elas, predominândo geralmente as cores brancas e formas retas. Espaços museológicos consagrados à exibição da arte moderna são chamados de Cubos Brancos.
Nos anos 60, muitos artistas movidos por um espírito cada vez mais comprometido com a experimentação, passaram a questionar a institucionalização da arte, e com isso, na tentativa de transformar o espaço de “fora” em oposição aos espaços institucionais das paredes museológicas, se lançaram à ocupação dos espaços externos, que muitas vezes coincidia-se com o espaço da natureza, com isso transformou-se um movimento artístico, chamado de land art, que caracteriza não não por ser uma arte da paisagem, mas sim como uma arte que feita na paisagem.
A partir do land art, a interação dos artista com espaços públicos expandiu-se gradativamente, modificando-se nas cidades dialogando com os monumentos históricos. Começa o surgimento de um novo tipo de arte no espaço público, a Arte Contemporânea.

O Interessante deste texto, foi perceber como o Teatro é diretamente ligado a isso. hoje o Teatro não se restringe apenas ao espaço institucionalizado, depois de desta aula, comecei a perceber nas coisas mais simples do cotidiano de nossa cidade, até aonde as pessoas que estão passando estão só vivendo suas vidas, até aonde uma construção nova é apenas uma construção e não uma intervenção de algum artista. A arte necessita sim de um espaço reservado a ela, seja em qual linguagem for ser exposta, dramatizada, cantada, pintada e etc…, mas é importante dizer que depende de cada um de nós, vê-la como arte. Afinal a arte existe para ser apreciada e para com isso causar sensações, emoções e reflexões no indivíduo que a vê.

Passando ao exercício: Continuam as Histórias^^
Finalmente chega a vez da minha dupla, eu e Patrick contamos cada um nossas histórias, seguidos de Kaio e Ícaro, Felipe e Romário e por ultimo Wallace. A minha não vou relatar aqui, tendo em vista que todos podem ver nos outros blogs.
Patrick nos contou que, quando criança seu irmão colecionava vários posters de filmes de terror, com isso, possivelmente atraiu um espírito obsessor (talvez pela energia negativa gerada com os filmes e pensamentos do irmão) que exercendo uma forte influência sobre o Patrick, fez com que ele (dormindo) tentasse estrangular o próprio irmão. Ao acordar não lembrava de nada, não sabia porque estava em cima do irmão e tentando mata-lo.
Ícaro nos contou a história da “Vira Bicho”. A mãe de Ícaro estava fazendo uma pesquisa e com isso foi visitar a casa de uma senhora que era tida como mãe da Vira Bicho, meio que com receio, ao se despedir, deu o endereço errado de sua residência para a garota que logo prometera lhe fazer uma visita, ao sair da casa da vira bicho, a mãe de Ícaro ficou meio atordoada, a ponto de pegar o ônibus errado, demorando mais para chegar na sua casa, de madrugada, acordou com uma vontade estranha de estender roupa e foi o que fez, quando estava no quintal, ouviu um estranho assobio que fez com que ela se arrepiasse de medo, pela manhã, no momento do café, alguém bateu na porta, e ao atender ela se depara com a garota dizendo “Olá, eu não disse que vinha lhe fazer uma visita?”.
Kaio nos contou sobre quando seu pai morreu, dias depois sonhou com o mesmo e recebeu um aviso de que não deveriam chorar por ele, pois já estava em um lugar bom.
Felipe nos contou uma história bem parecida. Seu avô estava no caixão e levantava dizendo para que ninguém chorasse. (essas historias de sonhos que confortam foi muito presente no exercício.
Romário: Recuperando o tema dos “imaginários do interior” contou sobre uma mulher de vestido branco que em noite de lua, mostrou para a sua avó (ainda criança) o caminho que era repleto de bacurís mamão (uma versão gigante da fruta).
Wallace: O ultimo a relatar a história fantastica da sua família. Seu pai estava vindo a estrada, e sentiu ou percebeu a presença de uma mulher o seguindo, como estava perto de casa imaginou que fosse a sua irmã, mas ao entrar em casa, viu que a irmã estava dormindo. No outro dia, receberam a noticia de que a sua mãe morrera. Desde então todos acreditam que a presença sentida na noite anterior seria a senhora querendo comunicar algo.

Jogo em cena, jogo na vida

Neste 7° encontro, Maurício nos explica um texto que marca uma nova série de assuntos, assuntos estes que já começam a colher os frutos dos textos anteriores.
No jogo da vida, precisamos saber atuar em qualquer área ou posição, em qualquer modalidade e competição, pois a vida é rigorosa no que se diz respeito a viver. Para isso precisamos de uma base de formação moral de qualidade. O teatro é, se não a mais forte, uma das mais complexas e simples formas de estudo, do próprio ser, jogar com a vida.
O texto nos propõe trêz pontos importantes, o teatro, a comunicação e o jogo, a forma como esses trêz pontos se ligam e formam um uma ferramenta de ensino vai depender muito do profissional que leva este jogo para dentro da sala de aula.
Encontra-se nas escolas uma grande resistencia por parte dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP), pois usar este jogo teatral( porque teatro é isso, teatro é um jogo contínuo de dramas, é jogar com os proprios entimentos) como objeto de ensino, justamente por mecher com sentimentos e sensações que o aluno não “deveria trazer” para a escola, mas é justamente nesse ponto que o jogo atua de forma mais eficaz, pois o fornece ao aluno, relações e soluções de perguntas, vivências, problemas, dúvidas e decisões, estas relações e soluções encontram-se em um plano desconhecido, que não situa-se nem no sonho nem no real. Talvez por isso, alguns pedagogos oferecem resistencia ao jogo dramático-cénico que o teatro proporciona, Esquecem-se que este jogo está em processo continuo de formação e adaptação, necessita-se dessa experiencia de afetar a sí e ao outro, o processo terapeutico se encontra no próprio jogo.

Passando ao exércicio, as duplas continuaram a contar cada qual a sua história, mas nessa aula o que predominou foram os Avôs, quase todas as histórias relembravam, comentavam ou focavam os avós, uma delas me chamou a atenção pela engma passado para a Delli, “Cuide bem do seu pai, pois ele será o cavalo branco que cuidará de toda a família” a emoção que ela sentiu nesse momento foi de uma certa forma, inquietante. Mas, uma história em especial me fez perder o foco do exercício, tanto pela emoção que o contador passou, quanto pelo que eu mesmo senti quando ele pronunciou a frase “nem que ela morra”, a raiva, a dor e o ódio de sí, quando eu pensei que aguentaria toda essa avalanche, ví as lágrimas escorrendo pelo resto dele, ouvi sua voz falhar… e percebi que ele era o meu espelho, tudo que ele estava sentindo, eu estava também, e as lagrimas não caiam apenas no rosto dele, caiam no meu também, e desde então, me desliguei da aula, pois eu não estava ouvindo só os meus colegas de classe e a nossa mestre, apenas uma imagem ficou em minha mente depois desse momento e pesso permição para minha amiga Adhara Belo para utilizar uma de suas fotos que mostra extamente essa cena que eu registrei na minha memória

http://oeuquetransita.wordpress.com/2010/05/09/representando-o-jogo/#comment-11

Artista sonhador

Finalmente chegou a minha vez, a oportunidade que Wlad me deu de mostrar o meu “eu professor”. Gostei muito do meu texto “A Luz da lâmpada”

“A companhia vivida dos dos objetos familiares nos traz de volta à vida lenta. Perto deles somos tomados por uma fantasia que tem um passado e que no entanto reencontra a cada vez um frescor.”
Os objetos pessoais carregam uma carga enorme de sentimentos e representações culturais e sociais, em fim, eles podem ser muito mais que simples objetos. Neste texto aprendemos a ver a lâmpada na sua verdadeira função em relação ao sonhador de palavras e em relação a sua “utensilidade”
“A minha lâmpada: Sentido de conforto, objeto idealizado como sentimento, ação ou pessoa.”
“Lâmpada elétrica: Sentido mecânico do ser, nada mais é do que a “Luz administrada”, o ato de acender a luz perde sua essência. ”
É na amizade que os poetas têm pelas coisas, pelas suas coisas, que poderemos conhecer esses feixes de momentos que dão valor humano aos atos efêmeros.
” Objeto como Criatura, como criatura criadora, um elo com os sentimentos causados por lembranças hora sonhadas para mais hora sonhadas para menos. Necessita das fantasias das lembranças. ”
Criatura – Objeto: Se enxerga além das funções específicas, A criatura ganha vida, o sonho a fantasia a lembrança toma forma e encarna no objeto.
“Utensilidade” – Objeto: Não se vê além da função, não necessita da fantasia das lembranças, não se sonha mais tão longe.

Embarcando neste pensamento do Sonhador, Devaneador que eu me prendi. Nós artistas, atores, poetas, SONHADORES de natureza, podemos chegar até o infinito, e utilizando deste sonho consciente nós não nos prendemos ao simples significado das palavras ou objetos, a Lâmpda não é apenas aquele foco de luz, é mais do que isso, é a chama que purifica, que ilumida, que aquece o espirito do sonhador de lampadas
“É a imagem do tempo lento e tranqüilo, o tempo do fogo na chama da lâmpada, que modera os sobressaltos.
A lâmpada está certa da ressonância na alma do leitor que gosta de lembrar.
Um halo poético envolve a luz da lâmpada no claro-escuro do devaneio que reanima o passado”.
Visto isso, eu sou um sonhado!, sonhador de lâmpadas, de objetos, das chamas, sou aquele sonhador que vê outro sentido para as palavras, não se impressiona com as explicações da etimologia, sou um devaneador.
Passemos ao execício, simples mas com um alto poder de reflexão. Cada dupla posiciona-se a frente da turma, tendo que contar uma história de sua família, uma historia incomum; dessas histórias, eu teria que tirar uma imagem, uma palavra um trexo que mais me marcasse, e por mais ilárias que algumas historias tenham sido, obtive um bom proveito do exercício. No fim das históriasm retiro a dor e o medo desesperadores que o primo do Ives estava, ao tentar (em espírito) se comunicar com a tia encarnada e cega. A sensação de insegurança de Jean Lion ao ter que percorrer uma roça inteira para poder chega ao banheiro, e também poderia jurar que o que ele veria de dentro do banheiro de interior, seria um cavalo e não uma aranha. A expressão de espanto de Patrícia ao ver a boneca piscando para ela. A curiosidade e o medo na história do Homem do muro. A história da Katia talvez tenha sido a mais intrigante, até por que esclareceu o motivo de alguns comportamentos dela, o que eu retirei da história dela?, muitas imagens, sensações e sentimentos, junto a imagem ilária do Felipe ao lado dela, com as pernas cruzadas, com a cabeça baixa apoiada por uma das mãos na testa, e a otra em seu colo. mesmo com toda a explosão de sensações que Katia me provocou, a minha atenção foi completamente rolbada pelo Felipe parecendo Chico Xavier psicografando uma carta ditada por um espirito ao seu lado.

Diário de Bordo: Crises e mais crises

perdi a apresentação do Jean e do outro Rapaz que eu esqueci o nome… por conta de um dia extremamente incomum.
Como já havia dito, esse texto ” As crises de nossos sentidos” veio a ser um texto bastante complicado para mim, e por isso, eu necessitáva muito ouvir as leituras de outras pessoas a respeito do mesmo, mas veio uma chuva torrencial, um assalto, um caixa eletrônico imprestável, um gerente de banco imbecil e outra chuva torrencial, além dos motoristas de onibus completamente desmiolados. Ensuma, um dia completamente conturbado.
Então, a fixa caiu, as crises, crises de emoções, de sentidos, de momentos, as minhas crises, as dos outros, as crises de aparelhos eletrônicos, as sociais que forçam um jovem a assaltar seja para sustentar um vício ou mesmo para sustentar desesperadamente uma filha.
“Para os Chineses, a crise é uma crase – termo este que , derivado do grego, significa literalmente mistura ou fusão. Com efeito, naquela língua oriental o conceito de crise quer é dito WEI-JI, locução composta pela junção dos ideogramas perigo e oportunidade. Por este viés, quando alguma coisa entra em crise a situação não apenas se mostra arriscada, mas é vista tambem como possibilidade de mudança, como oportunidade para uma alteração de rumo, de modo a reverter seu estado de desequilíbrio.”
Relendo esse trecho, me deparei com a minha realidade, com o vivido ao longo daquele dia. Percebi que os avanços em todos os sentidos, ciência, religião e sociedade, não preparam o ser para se deparar com a CRISE, encarando-a como uma oportunidade de melhoria, e os nossos sentidos são atrofiados pelo medo e pela cobiça de não sentir o impacto de uma crise.
De que forma, o eu artista vem mostrar a sociedade, ao mundo o que podemos fazer para melhorar este aspécto grotesco e assustador que tem este assunto?
Quando eu cheguei, já estava acontecendo o debate, por sorte ainda consegui ouvir alguns pensamentos dos meus colegas de classe, a discução pegou fogo quando o Paulo pediu a explicação do por que de Jean ter usado o video do Holocausto, firmando sua ideia de que isso era para ele, desnecessário.
Particularmente, acho que o Holocausto é uma imagem nítida do que é a verdadeira crise do mundo e o que isso significou para a sua melhoria, óbvio que com o sacrifício de muitas pessoas. Eu entendi quando o Jean Lion justificou-se dizendo “Eu queria saber até em que ponto, a crise dos meus sentidos afetavam os sentidos dos outros em sala”, mas nem todos os colegas concordaram ou entenderam isso.
Passamos a terceira fase da aula, Exercício ja passado para se desenvolver em casa. criar uma coreografia de um simples momento – Da hora em que chegam em casa a noite, até o momento de deitarem-se em suas camas- fazer está coreografia de modo que os movimentos não fossem explícitos. para ousar mais, Wlad pediu que “casassemos” com um par, e que este par nos mostrasse de que forma ele gostava mais de ser abraçado, e nós teriamos que abraçalo dessa forma e vice-verça, o meu par foi o Patrick, nós nos enteramos e conseguimos produzir com uma integração bem legal a nossa coreografia que por acaso ficou “sincronizada”. Infelizmente a aula acabou sem que nós pudessemos apresenta os exercícios, e eu não consegui até agora ensair com o Patrick, para podemos melhorar a nossa coreografia.

Este post foi bem grande, e olha que eu cheguei atrasado na aula =P
Obrigado peloa atenção^^ até a proxima

Diario de bordo. Tempo, Espaço e Memória

Neste 3° encontro, Rose nos apresentou a sua leitura do Texto “Tempo e Memória”. É fascinante como o tempo trasnforma tudo e todos que estejam sujeitos ao seu poder, mas mesmo o tempo vem sendo ameaçado por este cotidiano eufórico e conturbado que nós vivemos, a tecnologia nos proporciona uma velocidade de informações e contatos inigualáveis, e isso acaba causando uma perda do tempo vivído, não se visita mais um lugar para poder conhecelo, não se vai mais até o outro lado da cidade para falar com a pessoa desejada, não se tem mais tempo para brincar, reecontrar amigos, desabafar, viver em fim não se tem mais tempo para o tempo.
A arte, como sempre sendo uma forma de quebrar o “normal” ou pelo menos “imitar o real” vem a ser uma fabulosa arma para combater essa “destruição do tempo”, e o Teatro talvez se não maior, mas um dos mais fortes instrumentos de reanimação do ser.
Com a vida passando rapida demais, com tantos afazeres e preocupações, é natural do ser humano ir se trasnformando em uma especie de maquina, um sistema programado para realizar tarefas e afazeres que as vezes nem o proprio ser humano nota. Quantas vezes nós repetimos algumas frases do tipo, “nossa, quando foi que meu irmão cresceu tanto?, de onde veio este desenho filhinha?, minha filha ja vai casar?
nem parece que ja tem 22 anos que ela nasceu!”, isso sem contar quando nós deixamos passar despercebidos os nossos próprios sentimentos. como já dito a arte vem como força de impulsão para que o ser humano relembre ou reviva os sentimentos que ele mesmo ja não da importância.

Esse foi o texto lido no nosso 3° encontro, não participei do exercício e desdobramento, pois estava de serviço nesse mesmo dia, e quando estou nessa situação, tenho que voltar as 10 em ponto para o quartel¬¬

Bem, esse foi o meu entendimento do texto, atrasei este post, pois tive muita dificuldade com esse texto, e precisei de mais algum tempo para refletir sobre ele, assim como preciso de um pouco mais de tempo para estudar melhor e entender melhor o texto do nosso 4 encontro

Diário de bordo: As vidas enviesadas!!!

Neste segundo encontro, foi nos apresentado e explicado pelo Silvano, o texto “Narrativas Enviesadas”.
“As narrativas enviesadas contemporêneas contam as histrória de forma não linear. No Lugar dp começo-meio-fim tradicional, eles se compõem a partir de tempos fragmentados, sobreposições, repetições, deslocamentos. Elas narram, porém não necessáriamente resolvem as prórpias tramas”.
Feita a apresentação, e os comentários ligando o texo em nossa realidade, entendi que o enviesamento das artes, seja na Cena, na Letra musical, na obra de um artista plástico, na literátura,em fim,nas suas diferentes formas de linguagens, está diretamente ligada a nós mesmos, nós somos um texto enviesado, basta voltarmos nossas leituras para este sentido.
Adhara Belo (companheira de classe) expressou exatamente o que eu estava pensando no momento da discução sobre o assunto “tive uma viagem particular, onde eu via nós mesmos, com nossas histórias e vivências,no mundo encaixados em um contexto sócio-cultural, tocando (ou não) o espectador (as pessoas que nos cercam), podendo assim sermos vistos como Narrativas Enviesadas”, como eu ja havia dito, basta voltar a leitura do ser para este contexto.

Passamos ao jogo do dia: – quero que todos vocês pensem na imagem mais antiga de vocês mesmos e memorizem ela – Disse nossa querida professora Wlad.
Isso era fácil, lembrar da minha infância, de algum momento mais longínquo guardado em minha mente. Partindo dessa lembrança começou o desdobramento da atividade. em minha lembrança, existiam as 5 pessoas da minha família – Minha mãe, meus dois irmãos, meu pai e eu – Quatro pessoas representavam os meus parentes, e eu ? eu mesmo!. eu deveria ficar revivendo a cena ainda gravada em minha memória, e os outros 4 deveriam fazer movementos que mostrassem o que seus corações sentiam, passados alguns minutos, a professora pediu que eu me retirasse da cena e que outra pessoa assumisse o meu lugar, neste momento pude observar o geral. Incrivelmente as pessoas mesmo sem serem “selecionadas” para interpretar, cada um comportousse como se fosse um dos membros da minha família, Ramon agiu de forma incrivelmente semelhante ao que o meu pai estava fazendo naquela situação, Caio, agiu como meu irmão Rafael, calmo, quietinho em seu canto, Jean era o meu irmão mais velho, sempre indo à frente, e Ikaro – como eu – sempre tentando alcansa-lo, A rose talvez tenha agido de forma mais subjetiva, mas que me fez refletir sobre as angustias que a minha mãe sentia ao pensar no futuro dos filhos, ao pensar em protege-los dos perigos mundo.
Assim como eu, vários outros participaram do exercício, sendo que no ultimo momento, foi proposto que alguns dos jogadores virassem desdobradores, esse momento foi bem tortuoso pois a confusão e a inexperiência deixaram lacunas, que ao meu ver, serão preenchidas com o tempo de estudo e prática.
Como ligar este exercício com o texto? em que momento seria correto afirmar -isso é uma narraitiva enviesada- ?
Bom, da lembrança de uma pessoa, e dos movimentos feitos de forma individual e coordenados pelo coração, surgiu uma cena, uma cena construida de fragmentos de histórias, de comportamentos e de sentimentos, sem lógica, sem começo-meio-fim, surgiu… uma Narrativa enviesada de nós!.